§ 1. O viés de confirmação é especialista em dissimular, por isso oculta opiniões tendenciosas atrás dos arbustos da “certeza”; assim, precisamos ser cautelosos com mentiras disfarçadas de “verdade”.
§ 2. Só há uma maneira de nos aproximar da verdade, da evidência, de tudo que é real: é mudar de opinião quando um fato exigir, ou uma ideia superior à nossa em lógica. Renovar opiniões é um sintoma de intelecto saudável e cheira a triunfo. Mas é preciso ser inteligente para admitir isso e infelizmente o maior número das pessoas é vítima de desnutrição cognitiva. Uma crença atualizada é uma crença mais ampla.
§ 3. A diversidade massiva de doutrinas cristãs, sobretudo no âmbito protestante, é um sintoma claro de ambiguidade e carência de opiniões embasadas em fatos ou lógica: isso implica que os envolvidos não tenham uma tese suficientemente razoável, por isso é necessário o uso de adaptações que geram, eventualmente de maneira inadvertida, novas ideologias.
§ 4. Devemos manter a nossa mente aberta, sim, mas não muito. Porque quando está fechada as boas ideias não entram e se estiver mais aberta do que deveria, as ruins irão entrar e contaminá-la.
§ 5. As touradas... Um show de horrores subcultural. Um espetáculo revoltante, marcado por uma qualidade barata e tosca de antropocentrismo. Ali tudo é desprezível, do assassinato gratuito à plateia constituída de especistas que foram alienados dos direitos dos animais. Uma crítica psicológica nos mostra que os toureiros sejam homens inseguros, sobretudo na instância sexual, com a intenção de expressar mais masculinidade do que realmente carregam para corrigir defeitos de autoestima: temos então a substituição do falo disfuncional pela eficiente espada que machuca, tortura e mata.