§ 1 Nossa espiritualidade não deve conter a excrescência dos dogmas nem reter os dejetos da intolerância ou do preconceito. Devemos ser racionais, lógicos, objetivos. Aceitar os fatos como são e nunca interpretá-los para que se ajustem a nossos valores, atitudes, crenças ou emoções. O viés precisa ser refutado para que a imparcialidade seja aceita. A Vida está em tudo e em todos porque tudo e todos estão na Vida.
§ 2 O cristão que afirma, impregnado de fervor, viés e intolerância, que apenas o Cristo salva ou pode redimir, esse mesmo cristão, se tivesse nascido no interior do Irã, em uma família muçulmana, defenderia com igual intensidade a supremacia de Maomé... Então temos que nos perguntar: nesse quadro, onde está a “verdade” universal, factual e óbvia que todos devemos aceitar? Está unicamente na opinião irracional e infestada de intransigência do alienado.
§ 3 Eis um animal curioso, um gênero de tatu que não aceita o valor da vida sobre a terra. O dogmático confunde opinião com fato e depois se convence de que a sua opinião seja um fato! Ele acredita no que aprendeu a acreditar, mas não entende essa dinâmica. Quando criança, criticava e questionava porque não havia conflito de interesse sob o seu casco. Infelizmente, agora ele está sujo de terra, partidarismo e viés de confirmação. Para ele é inquestionável que sua toca não seja um simples buraco no chão, porque o seu “Deus” também cava buracos.