§ 1. Criticar é preciso. Sobretudo quem carrega autoridade, mesmo que pequena, porque essas pessoas costumam abusar do seu alcance social para persuadir, enganar e obter vantagens.
§ 2. O maior número das pessoas tem a necessidade psicológica de pertencer a um grupo para mitigar sua insegurança, minimizar seus medos e maximizar o seu senso de importância através de aprovação externa. Esse é um dos fatores que promovem o êxito nos ambientes religioso e político.
§ 3. O Espírito Singular... Deus não está separado da nossa consciência nem é um Ser externo à ela. Ele, a Substância Fundamental, a Energia Cósmica, está aqui e agora: na verdade, É e não há outro. Não uma Divindade ou Força, mas a própria Estrutura da existência e do ser: a Consciência Absoluta, eternamente impessoal, livre, ilimitada em Si mesma.
§ 4. É crucial adaptar nossa opinião quando um fato exige, porque isso atualiza nosso sistema de pensamentos e nos aproxima da evidência. Mas o povo age de forma contrária, interpretando a evidência para encaixá-la em sua ideologia: eis o viés de confirmação! Por isso é difícil que evolua intelectualmente rumo ao que é objetivo. O mesmo é válido para conceitos que são superiores aos nossos em valor lógico ou empírico — é necessário reconhecer o seu mérito. Questionar é preciso, inclusive nossas crenças mais familiares.
§ 5. O homem tenta contrabalancear com poder, sobretudo físico, político ou profissional, a incapacidade de gerar vida dentro de si mesmo. Como consequência, em seu íntimo o desejo mais ardente de todo homem, ou pelo menos da categoria abordada aqui, é ser mulher. A odiosa misoginia surge justamente da incompetência, no geral involuntária, que o sujeito masculino tem de conciliar o desejo inconsciente de ter uma vulva com os conscientes de masculinidade — afinal, além de não reconhecer a importância da sua feminilidade psíquica, ele a recalca e combate agressivamente em seu homólogo externo: as outras mulheres.