§ 1. Sobretudo em época de preconceito, sexismo e homofobia, é crucial não confundir o subjetivo com o objetivo — o órgão sexual com a identidade sexual, pois o que define a subjetividade de uma pessoa nessa instância com certeza é muito mais do que uma porção específica de carne. Logo, é preciso entender ou pelo menos aceitar que haja, com certeza, mulheres que não tenham vagina e homens que não tenham pênis.
§ 2. Das duas, uma: ou as mulheres que combatem o movimento feminista ignoram o que realmente implica, pressupõe e acarreta ou são hipócritas, desleais e lutam contra o fator primário de muitos dos seus direitos básicos: vantagens sociais, políticas, civis e econômicas. O fio condutor desse processo sócio-político é a sensata, justa e democrática igualdade de direitos fundamentais entre homens e mulheres — nada mais.
§ 3. Sobre a escala de trabalho 6x1. Embora o tema seja complexo, não me parece difícil simplificá-lo para obter uma conclusão aceitável, pelo menos em termos fundamentais, tanto na instância econômica quanto social. O atual critério com certeza deve ser liquidado para dar vida ao 5x2 e o Estado deve garantir subsídios às empresas, principalmente às pequenas, caso seja necessário compensar a adaptação. Além disso, é importante notar que, pelo aumento no lazer dos trabalhadores, sua produtividade vai crescer, porque o trabalho será desempenhado por pessoas menos cansadas e mais satisfeitas.
§ 4. Quanto menos conhecimento uma pessoa tem, mais convicções ela possui. Conhecimento gera dúvida, crítica e renovação ideológica: quanto mais conhecemos, tanto mais nos adaptamos aos fatos e evoluímos mentalmente.
§ 5. A fé, que eu vejo como um sinônimo de confiança no Poder Maior, com certeza é uma adesão positiva, decente e louvável, independentemente de religião. No entanto, a intolerância religiosa é indecente, negativa, reprovável. Como consequência, nós não devemos apoiar religiões, mas o esclarecimento.